domingo, setembro 11, 2022

Em menos de 1 minuto

Pegaste-me no braço e deste um beijo na minha tatuagem.

terça-feira, agosto 16, 2022

Gustav

Mahler plays.

Well, not Mahler, but his symphony.

Birds fly by my window and the sky is so beautifully blue.

I sit on the floor. 

This is just too much to be felt on a soft surface. The piano plays harder. I get softer. Within myself lie all of the unanswered questions the world has ever asked. 

Hey, how are you managing so much pain?

The music. The music makes my heart smile through it. It's hurting, yes.. Every step of the way. Not gonna lie. But it's a pain that I have to feel. I need to feel all of this. So I can eventually walk away from it.

No, walking away is not possible. You know too much, baby. And you just love to feel everything so deeply. You need it. You crave it. You're not yourself without it. 

Oh, how I wish I could help you get through it. Clear up all of your thoughts. Scrub away all of the pain they caused. Put a bit of make-up over all of the scars. 

Go. Pour yourself another glass of wine. It's fine. Eitherway, you're a great kisser. 

The symphony keeps playing. You keep on feeling every stroke of the piano deep inside of your skin. You're happy.

It hurts.

After all of this... You will have grown a bit more, get to know yourself a little bit better and maybe, just maybe, it won't hurt as much as before. 

sábado, agosto 13, 2022

Avisa-me quando chegares a casa

Não foi só uma palavra. 

Foram muitas as palavras trocadas.

Palavras trocam-se.

Alguém forma uma ideia sobre ti e sobre mim. 

Uma ideia apenas. 

É difícil dar a conhecer todos os enredos que nos transformaram naquilo que somos.

É difícil explicar os eventos que foram dando forma às nossas ideias, às nossas manias, aos nossos medos.

Apesar de tudo, vamos tentando.

Vamos trocando enredos uns com uns outros.

Vamo-nos identificando com histórias e ideias. 

Vamo-nos aproximando ou afastando de alguém.  

Vamos pedindo para nos avisarem quando chegarem a casa com a esperança que um dia a frase se faça sentir cá dentro e se faça sentir na outra pessoa. 

Já pedi para me avisarem. Já me pediram a mim para avisar. 

Ainda não percebi quando te vou pedir a ti.

sexta-feira, agosto 05, 2022

The dance

The moon hit the sky,
and way before that,
you were already in it. 

You could blame alcohol. 
You won't, darling.

You blame the eyes and the smiles.
The laughs and the spilled glasses. 
The unlocking of hearts.
The shared darkness. 
The unsaid parts.

You blame the silence and the words written on paper.
The cooking and the playlists, the singing and the banter.
The immediate presence that left worries or plans for later. 

You blame the hours turning to past,
you blame the clock you didn't mind spinning.
The stories of designs scratched on the skin 
and the tales that tattoed your hearts from the very beginning. 

You blame the lips, the kisses, the touch.
The desperation voiced in a whisper.
The remarkable absence of decency, 
and the longing for, just one more, round of twister. 

You blame the forced rhymes and even the unforced ones too, 
you try to blame something. 
It seems like the right thing to do. 

But you know what?
You can't blame flow and life is flux. 
Get high on every moment, feel every rush. 
The heartbeats, as you go, will light up the way,
as long as you feel them, know all is okay. 
Watch the moon, little girl, long for the boy watching it too,
you're not weak for that, you're just being you.
The path may be wild, but it's fine, my darling. 
One day, all the answers, in it, you will find.

segunda-feira, agosto 01, 2022

sexta-feira, julho 22, 2022

Chão e Alcatifas

Há 8 anos atrás sentaste-te no chão na casa de Viseu. Recusaste um jantar. Recusaste sair e sentaste-te no chão. Jeff Buckley nos ouvidos. Um caderno e uma caneta no colo. 
A letra da "Lover, you should've come over" escreveu-se no caderno e entranhou-se em ti. Unhas cravadas na tua pele. Abriram um portal para o teu interior e fizeram com que te deitasses no chão. Aquela alcatifa castanha abraçou-te e tu deixaste-te ficar ali durante muitas horas. Não sabes quantas. Não havia mais nada ali. Não havia mais nada no teu mundo. Estavas a ser consumida por um vazio tão grande que não eras capaz de dar o menor dos teus passos em direção a algo que te salvasse. Não sabias como. A dor daquele vazio era tão forte que a sentias entranhar-se em cada centímetro do teu corpo. A tua garganta estava fechada com um nó tão apertado que às vezes até te custava respirar. 

E hoje?

Hoje relembras este momento sem vontade de voltar a vivê-lo, mas com algum carinho, por ter sido o primeiro. Se não te tivesses rendido ao chão todas as vezes que tiveste de te render ao chão, também não terias deixado que o teu corpo passasse pelos processos de purga. Foram vários os pedaços de chão que te abraçaram por diferentes razões, em diferentes momentos da tua vida. Só sentes que uma casa é tua quando passas por esse processo no novo chão. Aí sim, encontras o conforto do espaço e a segurança que, dali, não passas. É só deixar o tempo andar. Eventualmente levantas-te e segues a tua vida, mas tens sempre um chão, um tapete, uma alcatifa onde as lágrimas das tuas lamúrias caem e secam. 

Esta casa?

Esta casa já te viu no chão. Viu-te cair. No dia em que abriste a porta de casa com as lágrimas já a querem sair. Lembro-me como deixaste tudo cair e te deixaste cair com tudo. No chão. Estava frio e tu ali ficaste. De casaco vestido. Botas calçadas. A ver um charco de lágrimas formar-se na madeira. Esse foi o momento em que sentiste esta casa tua. 

Se as paredes desta casa falassem... Descobriste tanto de ti aqui. Até a Alice encontraste enquanto habitavas este espaço. E queres ouvir um segredo? 

You can't always get what you want
but if you try sometime, well, you just might find,
you get what you need!

sábado, julho 16, 2022

Gostava de usar o teu nome nas costas

Vestir a tua camisola antiga, no dia seguinte, de manhã cedo.

Aquela do clube em que jogavas quando eras pequeno. 

Gostava de ir almoçar contigo numa
esplanada ao sol. 
Com vista para o lago, 
com vista para as árvores, 
com vista para ti. 

Como aquela miúda loira usava o nome dele, 
gostava eu de usar o teu nome nas costas.

terça-feira, julho 05, 2022

Deambulando apaixono-me

Pela miúda que me atendeu no Starbucks do aeroporto.

Pelo rapaz no mercado de rua. 

Pelo sorriso da mulher que me disse bom dia ao sair da escola. 

Pelo gajo dentro daquela loja de roupas. Que perfil, que jawline, que olhar. 

Pela simpatia da Ivonne.

Por aquele gajo no parque das montanhas.

Pelo bigode irritante do gajo no comboio. 

Pela cor dos olhos da miúda sentada à minha frente no avião. 

Pela presença presente dos putos e por me terem lembrado que sou uma criança. 

Pelo gajo que vageou sozinho pelo palco.

Pelas coisinhas brancas que voavam por todo o lado.

Pelo pai, o filho e o avô a darem toques na bola. 

Pela forma como o R. disse: "confia em mim".

Pelos arrepios que as mãos fizeram o meu corpo produzir. 

Pelo livro que ninguém me disse para ler. 

Pelos shining eyes para os quais o D. me alertou.

Pelos novos caminhos que descobri querer escrever.

E um dia

vou-me apaixonar por ti. 

sexta-feira, julho 01, 2022

Apaixonada

Apaixonada pela palavra APAIXONADA.

APAIXONADA apaixona-me o cérebro.

O cérebro de um apaixonado sofre de uma moca natural e constante.

É habitado por uma neblina saudável(?).

Apaixonada por ti.

Apaixonado por mim.

Acho que me estou a apaixonar por ti.

Uma apaixonado também se esconde.

Uma apaixonada pode não perceber. 

Apaixona-me essa paixão que tens por gestos mundanos.

Se me apaixonar...

Depois de te conhecer...

Fim da vida como a conheço. 

Apaixona-me.

Apaixono-me devagarinho por ti. 

sábado, junho 25, 2022

Fila do supermercado

Conversas sobre os exames nacionais. Partilham-se ideias, notas, decisões tomadas. Olho para elas, para o cabelo esticado na perfeição, para a mala (provavelmente cara) pendurada no ombro e para as merdas que estão a comprar para comer. Gostava de lhes dizer que há coisas que vão perder importância com o passar do tempo e outras tantas que se vão tornar importantes. Gostava de lhes dizer para largarem as preocupações, que o tempo as vai ajudar a chegar onde devem chegar, não precisam de pensar tanto. 
Não precisam de pensar tanto, nem tão estupidamente. 
Não digo nada. 
Espero a minha vez. 

quinta-feira, junho 23, 2022

Wicked game

Para ela foi tudo. 
A natureza da miúda não permitia que tivesse sido de outra forma.

Para ele foi quase nada.
Um rabisco no caderno de experiências.

Agora que ela o sabe, 
agora que a verdade foi cantada,
ele perdeu-a. 
Perdeu-a sem saber que alguma vez a teve.

As antigas canções de amor falam de uma forma que bate mais cá dentro. 
Porque, como dizia o outro, "antigamente é que era bom".

Ei, saudades tuas, outro. 
Ias sorrir como eu estou a sorrir agora se lesses isto. 
Mágico como as linhas de pensamento mudam.
Mágico para onde esta conversa me levou. 
Só eu sei. 

sábado, junho 11, 2022

Qual é a tua ideia?

Dizeres que vens e que vais.

Qual é a tua ideia?

Mostrares vontade de me vires dares um beijinho?

Qual é a tua ideia?

Passarem os dias e não dares notícias.

Qual é a tua ideia?

Mexeres comigo um bocadinho outra vez.

Qual é a tua ideia?

Não te posso dar nada.

Qual é a tua ideia?

Esta história já foi escrita.

Qual é a tua ideia?

Eu nunca acreditaria.

Qual é a tua ideia?

Nós nunca faríamos sentido.

Qual é a a tua ideia?

Já passou demasiado tempo, sei demasiadas coisas sobre ti.

Qual é a tua ideia?

Por favor, nunca mais roubes nenhuma ideia de mim.

sexta-feira, junho 10, 2022

Farô x 3

Queres esperar aqui pelo teu voo?

Finde es eine schöne Idee. 

Atirar objectos para dentro do armário. 
Vestir umas calças e um top.
Não este preto, não. Demasiado "anda cá".
Merda, está tudo desarrumado. 

Hey, habe gerade ein Uber bestellt. 

Tenho gelo. Pouco. Chega para o gin. 
Loiça para dentro da máquina de lavar. 
Fechar a porta do quarto. 

Espelho.
Boa cor de pele. Cabelo fixe. Tão comprido.
 
Bin schon unten.

Histórias desbobinam-se.
Que olhos. Que cor.
A intensidade com que focas os teus olhos nos meus enquanto falas.
Eu também sei jogar esse jogo. Cuidado. 
Focamos. Sorrisos. 
Gin de lado.
Tocas-me na perna. 
Aproximo-me. Um bocadinho só. 
Ensino-te palavras em português. 
Tu repetes. És cute.
Olho para baixo a sorrir. 
Beijo. 

Dou-te a mão e levo-te para o quarto. 
Agarras-me por trás e começas-me a tirar a roupa. 
Segue-se a descoberta de um talento difícil de ignorar.
Habilidade, maestria, aptidão?
Arrepio. Contorção.
Não sei quem és, não sei se te vou ver outra vez,
mas flashes do que me fizeste ainda não pararam de invadir a minha cabeça.

Warum lachst du denn?

Fizesses tu ideia do dom que vive em ti.

domingo, junho 05, 2022

Impecável

Costumas vir aqui?

Sim, costumo estar no meio da rua, entre multidões de pessoas, enquanto música popular é cantada de uma varanda e o ar está envolto de cheiro a sardinhas. 

Impecável...

quarta-feira, junho 01, 2022

Máquina de escrever

Lembro-me que tinha uma máquina de escrever quando era pequena. Era azul e amarela com teclas vermelhas. Não sei que idade tinha quando a recebi, nem guardo memórias de alguma carta escrita na dita máquina. Lembro-me de ser chato de usar. Bastava um erro para arruinar toda uma folha. Sim, porque quando escrevemos à máquina também procuramos algum tipo de perfeição. Só tenho memória disso. De ser chato. O que aconteceu à máquina? Onde a guardava? Quanto a usei? Não sei. Talvez pergunte aos meus pais. Talvez eles façam ideia. 

Quem queres iludir? É óbvio que eles não sabem. O meu pai sempre alheio à realidade. Via-nos, mas nunca olhou para nós. Para mim e para o meu irmão. Nós estávamos lá. Presentes naquela casa, mas sem sermos vistos. Fazíamos coisas todos juntos, ríamos e fortalecíamos ligações em momentos esporádicos a caminho de Viseu, mas o essencial de cada um de nós... Não, isso não. Isso ele nunca quis ver. Falta de capacidade? Atenção? Preocupações com êxitos académicos, a correcta conjugação de verbos, a falta de plural no verbo haver, a resposta exageradamente detalhada a todas as perguntas, a possível oferta de vinte CD's caso adivinhássemos o artista de determinada música.... O meu pai é uma personagem. Disse-lhe hoje que um dia podia escrever um livro sobre ele. Já é o segundo livro que digo querer escrever. O livro com a história da Z. e um livro sobre o meu pai. Enfim. Pais. 
Os meus pais fizeram tantas coisas mal, mas outras tantas, bem. Havia uma casa, havia tudo o que nós queríamos, havia pouco controlo. Nos anos mais complicados de um adolescente e mesmo na pós-adolescência, quando vivemos um momento crucial de descoberta de quem somos, do quem e o que queremos ser. Um momento em que a orientação certa pode ter um impacto forte no futuro. Eu e o meu irmão não tivemos orientação. Tivemos de nos orientar sozinhos. A liberdade imposta e a cegueira dos nossos pais foram-nos deixando ir. E nós fomos e o meu irmão soube fazer as coisas, ou melhor, ter a noção do que tinha de fazer, melhor do que eu. Eu andei perdida durante tanto tempo e ninguém me deu um estalo na cara. O estalo foi-me dado pelo tempo, pela vida. Acordei, comecei a mexer-me e a fazer o que tinha de fazer para me libertar totalmente, para me transformar em mim. Perdi muito tempo. Será que teria perdida todo esse tempo se tivesse recebido a tal orientação e um bocado de tough love? Não sei. Não é importante agora. Agora está tudo bem. 
Agora guardam-se memórias, tiram-se conclusões sobre as razões de sermos como somos e, de certa maneira, culpa-se os pais. Eu nos os quero culpar. Sempre foram duas crianças a lidar com a vida e será assim para sempre. Se um dia tiver filhos, sei exactamente como não vou ser com eles, que atitudes não vou ter e como quero lidar com os desafios que educar alguém impõe. É difícil. É muito mais difícil do que se imagina e, independentemente dos livros escritos, ninguém sabe bem o que está a fazer. Por isso digo, sei o que não vou fazer. O resto é surpresa. É importante que a pessoa com quem escolhemos fazer bebés tenha ideias e ideais parecidos com os nossos, para que se trabalhe em equipa. Acho que em equipa tudo vale a pena. Se os pais souberem conversar, discordar e rir sobre o ser que estão a ajudar a crescer, tudo se torna mais fácil e fluído. Se um dia tiver bebés, gostava que fosse com uma pessoa que queira também formar essa equipa comigo, que saiba gozar com o puto e com as nossas falhas, que veja as coisas a sério, mas também a brincar. Isto é tudo um jogo onde não se conhece o final. Que se aproveitem bem os desafios. 

Comecei a escrever sobre a minha máquina de escrever, não foi? Uma coisa leva à outra e de repente estamos numa outra Ebene de ideias e assim, sem saber ler nem escrever, a cada dia que passa consigo explicar melhor a minha tatuagem. 

domingo, maio 29, 2022

segunda-feira, maio 23, 2022

A boleia

Um semi-estranho a conduzir o carro.

Olhamos um para o outro através do espelho retrovisor. 

Ele põe boa música a tocar no rádio. 
Mexe-se da mesma forma que eu quando gosta do que ouve. 
Canta. Mexe a cabeça. Olha para mim.
Eu quero mexer-me também.

Evito. 
Conheço as músicas todas. 
Não posso alimentar a química, vá. Não pode ser. 

Ele conduz muito depressa.
Pára, não tenhas pressa, mas vai. 
Gosto de sentir a velocidade. 

Faz-me uma pergunta para eu responder com uma piada e fazer-te rir outra vez.
Não, não. Não sorrias assim. 

A mão no volante.
Os olhos atrás dos óculos escuros.
O cabelo descuidado.
A mão no volante.
O sorriso.

A tua mão no volante.

E eu aqui atrás. 
Em guerra contra a vontade de pôr essa mão em mim.

quinta-feira, maio 12, 2022

Inquieta

 "O destino, quando lhe dá para aí, é capaz de escrever por linhas tortas e torcidas tão bem como Deus, ou melhor ainda."

Que se fodam os pensamentos alheios. Que se fodam ideias sobre mim. Que se foda quem não me viu. Que se fodam obrigações que achamos serem impostas. Que se foda se perco tempo perdida em mim. Que se foda o aspecto, a roupa da cama e as cores que não agradam a todos. Que se foda esconder-me. Que se foda que não gostes do meu gosto musical. Que se fodam os livros que não li, os assuntos sobre os quais não tenho opinião formada. Que se foda evitar dizer merdas com medo que não gostem. Que se foda achar que sou insegura. Que se foda quem não me acha piada. Que se foda tudo o que não importa. Que se foda também o que importa, porque inevitavelmente chega um dia em que deixa de importar. Que se foda quando bebo demasiado vinho. Que se foda que os vizinhos me oiçam a cantar. Que se foda quando oiço música de ir ao rabo. Que se foda se fui demasiado intensa, que se foda a ideia que passo, que se foda o que dizem. Que se foda a marca que deixo nas pessoas. Que se foda se não deixo marca nenhuma. Que se foda tudo o que foi. Que se foda o que podia ter sido. Que se foda não ter dito o que devia. Que se foda o tempo que demoro até ser eu com alguém. Que se foda não acreditar. Que se fodam as mensagens, os telefonemas e as cartas que se extraviaram. Que se foda o tempo que passa. Que se foda não estar preparada. Que se fodam as conversas sobre bebés. Que se foda o corpo cansado. Que se foda fugir. Que se foda evitar. Que se foda perder tempo. Que se foda não ver. Que se fodam as ligações especiais. Que se fodam os cabelos espalhados pelo chão. Que se foda a garrafa de água vazia. Que se foda o saco de boxe. Que se foda a roupa espalhada pelo quarto. Que se foda se pinto mal. Que se fodam as apps. Que se foda ter sempre a mesma conversa. Que se foda a roseira que quer morrer. Que se foda ter medo de dizer não. Que se fodam os cheiros que nos levam em viagens no tempo. Que se foda o tempo que estou a demorar a ler o livro. Que se fodam os poemas que não compreendi. Que se fodam os armários da cozinha. Que se foda a barata que queria entrar comigo no prédio. Que foda quem olha para mim. Que se fodam os números. Que se foda o calor. Que se fodam as almofadas a mais. Que se foda que o mercado esteja em baixo. Que se fodam os gráficos. Que se fodam os elefantes. Que se foda o telemóvel. Que se foda este computador. Que se foda a roupa para o casamento. Que se fodam os sapatos que ainda não comprei. Que se foda a transformação. Que se foda a guerra. Que se foda o amor. Que se foda a aranha que se atrapalhou e caiu. Que se foda a coerência. Que se fodam as ilusões. Que se fodam as opiniões. 

 "O destino, quando lhe dá para aí, é capaz de escrever por linhas tortas e torcidas tão bem como Deus, ou melhor ainda" 

O resto? 

Que se foda. 

segunda-feira, maio 02, 2022

Chave do Euromilhões?

6.

13.

15.

18.

27.

O mês especial sempre foi Maio. 

29 dias para uma possível descoberta de estrelas. 


History in reverse.

segunda-feira, abril 25, 2022

Eos

Se existe alguém que pode personificar o alvorecer agora - és tu.