quarta-feira, agosto 20, 2014

Ter tempo

Desconhecido.
Não parece que te conheço. Não olho para ti e tremo. Não olhei e soube.

Foste lá ter porque ela quis que fosses. A outra foi genuína e com isso ganhou algo. Sem nada procurar, sem pedir, sem desejar.

Ele entrou muito lentamente. Pediu para entrar. O modo da outra ver a vida fez com que fosse capaz de desenvolver uma conversa que, na verdade, em nada a atraiu. Mas ultimamente era assim. "Vamos ver".

Não. Não. Não. Não. Tudo bem.

O que fez com que a entrega fosse tão óbvia e natural ainda a faz pensar.

Não sabe se os sorrisos interiores são por fracções de momentos que tinha saudades de viver (está à tua procura), ou se é realmente por algo que sente, ainda indefinível.

Penso demasiado. Claro. Descansa-me saber que não sou a única que o faz. Sei que quem não pensa tanto tem a vida facilitada. Tentar racionalizar tudo o que nos acontece, às vezes, não nos leva a lado nenhum. Aprender a pensar menos? Para isso sei que preciso de ajuda e desse lado não estou a ter.

Mas precisas de estar sempre à procura de alguma coisa? Não, não precisas.

sexta-feira, agosto 15, 2014

The Iceberg is Melting Down (?)

She knew he was trouble after the first glance. She offered resitance. Exceeded the limits of using the word 'no'.
Why so?
She knew he was trouble. 
The first date was a thing of pure sweetness. He was nervous. She was nervous. He was so nervous. And they talked and their first kiss happened while that song you know played on the radio. 
A series of dates came afterwards. Each and every one of them showed her a piece of his world. A strange world, a world she's not used to at all, but against all odds, she was liking it.
The taste of romantic joy was starting to flow on her veins again. Day dreaming became more and more frequent. Idiotic and sweet smiles formed themselves on her face when talking about him. A part of her was back to life, finally. 

Until one day, he stopped calling. He didn't answer the phone. Nothing. She thought she'd been tricked, that it had been all just a game and that he had forgotten about her in a blink of an eye.
A week passed and no news about him. Until one day, while she was having dinner, as always, in front of the TV, his face appeared on screen. She choked on a sip of red wine and turned up the volume. 'Young man found dead in the forest after car crash'. 

The funeral was full of people. Friends, family, who knows. She hadn't met anyone that made part of his life, they were still fresh to have taken that step. She sat on the back, listening carefully to the emotional speeches that were being presented as a last homage for him. Happy, joyful, friend of his friends - just a few of the things that were said on that grey afternoon.

She had to look at him just one more time and so on she went, slowly walking towards the coffin. There he was. His blue eyes hidden by his closed eyelids. His light brown hair still glowing with the beautiful shades of sun passing through the small but  perfectly placed window pane on the right. His hands, closed together. Oh, how she loved those hands. She could almost feel the sweet touch of them of when he used to stroke her face. And his body... What a man. He used to grab her and almost brake her ribs with those reassuring embraces that made her lift her feet of the ground. She whispered goodbye to him and walked out, never looking back.

It wasn't love. It could have been, had they gotten more time to get to know each other. They kept company and had mild converations about their past and what had brought them to today. How their minds got shaped the way they were now. How people influenced what they had become. The baggage of the past was wide open and everything was shared with the most pure honesty. It seemed like everything they lived was culminating to be spread out at this moment and that they would help each other heal from whatever open wounds that could still be lying out there and turn them into beautiful scars. Scars that made them who they were. Scars they had to be thankful for, or else, they would have never found each other.

She was sad, there is no reason for lies. But it was a strange kind of sadness. The feeling of having someone making part of your life, of letting someone in and then having them suddenly disappear from your (and this) world, was too much for her to understand. There was no warning sign. One day he was there, making her laugh with his constant mood swings and ideas and the other he was just not there anymore. And the worst: she couldn't look for him. He was simply gone. Forever.

Was he enough to get her desintegrated brain cured? I can't answer that. No one can. It was definitely important some how. Feeling that some one finds you special even after having seen your worse is some thing excepcional, it lifts the spirit and makes you (maybe) believe again. Will she ever believe and give out her heart out without raising walls around her? No. The walls are there, but maybe, just maybe, they might now be more fragile and easier to destroy. If it is right, she will welcome you in.

"Pick it up. Pick it all up and start again."  

quarta-feira, julho 23, 2014

terça-feira, julho 22, 2014

Em branco

Tempo passa.

quinta-feira, julho 03, 2014

Because tomorrow I don't know

She drinks like there is no tomorrow.
She starts out with just a few beers.
The few turn in too many.
The many turn into one too many of them.
Her mind is settled.
Nothing else matters now.
She just wants to dance and sips oh just another drink.
Oh, you're paying, great!
Thank you.
She dances. She dances. She dances.
Screaming conversations in between dancing sceneries.
Music pumping, music she doesn't even like.
No, she's liking it. She moves like she's alone on the floor. 
Everyone that passes by is exchanging looks with her.
Her eyes wander between being closed and piercing other's eyes.
That look she does when wanting to kill. 
She kills, she knows she does. 
And it's all just for fun. 
Looking down, closing her eyes, she smiles. 
No, she doesn't care about anything right there and then. 
Blood? No, her body is now moved by alcoholic transparency. 
X-rays would glow.
No, no shame at all.
Come on people. You love it too.
Oh, this song is just what she needed now.
This song and those eyes.
Those eyes and those moves.
Those moves and that hand on her hip.
That hand on her hip and that smile.
That smile, the looking down, the looking up, the proximity, beat after beat. 
Closer and closer, they kiss. 
Dancing, swaying touches, mind blowing kisses. 
Slowing down, looking at each other.
Holding hands, it's time to go. 
Passing the dancing crowd. Oh stop, I just need to kiss you one more time. 
Blinding desire exploring the now found killer chemistry.
What a killer...
Pushing each other against the streets walls.
Moonlight watching. 
Should I go or should I go?

sábado, junho 28, 2014

Fugir? Só quem tem medo

Conclusão de um momento em que me vi perdida. O que é que aconteceu? Perdi o equilíbrio. Perdi-me.

Voltei a sentar-me no chão.
Voltei a deixar tocar algo que me toca.
Voltei a sentir o sal nos meu lábios.
Voltei a ter um sonho (mau).

Ligaram-me e não consegui falar.
Falei sem a alegria, sem a convicção que me tem definido. 
Desliguei do mundo, porque não quero que o mundo me veja fraquejar. 

Os meus olhos estão brilhantes. O meu corpo pede um canto, um lugar escuro e isolado. 
A minha cabeça pede uma pausa.

Tenho tanto com que me preocupar agora. Não faz sentido deixar-me invadir por esta onda que tudo dentro de mim devasta. Mas deixei. Estou a deixar. Não estou a ter forças para empurrar isto para fora. Estou tão cansada. 

Tenho-me deparado com várias criaturas estranhas a rodearem o meu espaço. Batem à porta a todas as horas. Dia, tarde, noite. Fazem-me rir. Dizem-me palavras bonitas. Umas mais que outras. Vários sentidos, intenções diferentes. Abro a porta para espreitar. Troco umas palavras, talvez um beijo e fecho a porta a quantas chaves for possível. O que falta? 

Por entre as vertiginosas histórias seria de esperar que não me voltasse a sentar no chão, que não deixasse a tocar algo que me toca, que não voltasse a sentir o sal nos meus lábios, que não voltasse a ter um sonho (mau). Seria de esperar apenas. Com toda a racionalidade encaro o que está a acontecer e sei que estou a esquecer o essencial, estou a deixar que uma qualquer boa memória mascare conclusões reais que me transformaram na pessoa que agora penso ser. 

Não quero partilhar o meu estado. Não quero que tentem interpretar o que estou a sentir. Não quero que tirem conclusões erradas. Fico comigo, só comigo. Que flua cá dentro tudo o que há para fluir. Que doa, que magoe, que me faça ser invadida pela saudade de outros tempos em que fui feliz de uma maneira diferente da que sou agora. Não voltaria atrás por nada deste mundo, mas acho que ter saudades é um direito que tenho: "as coisas vulgares que há na vida não deixam saudade, só as lembranças que doem ou fazem sorrir". 

Agora vou ficar aqui. Até me fartar. Até querer erguer-me para outro caminho. Sei que não vai demorar, mas vai consumir e eu vou deixar, porque às vezes é disso mesmo que precisamos para sair mais depressa. Não tendo pressa, não tentando evitar o que se passa. Senti-lo, vivê-lo e deixá-lo ir, assim como veio. 

domingo, maio 25, 2014

Viva? Barely

E arranjar um bocadinho de tempo na calada da noite para deitar umas palavras cá para fora? Parece-me a única maneira.
Um cansaço que nunca senti antes. Um cansaço que se vai manter amanhã e depois e depois e depois. O cansaço já me consumiu tanto que até o sono levou. Mas precisas de dormir, Joana. Precisas de força e blá, blá, blá.
Tendo o pior passado, cada dia só pode ser melhor. As nuvens vão começar a afastar-se e vai parar de chover em cima de nós.
Hoje a racionalidade fugiu durante 5 minutos. Voltou porque tinha de voltar. Voltou porque não tenho tempo para ser irracional. Por agora, isso é considerado um pequeno luxo.

E pois, não há forças para mais escrever.

terça-feira, março 18, 2014

A vaguear por mensagens de outros tempos

"É a porta do Retiro? Parece que não. Mas vais andar perdida por lá, tentando encontrar-te. E quantos significados pode ter o nome desse jardim (onde só vai quem tu quiseres, onde és senhora do tempo sem fim) para ti neste momento. R e t i r o. Retira-te. Pensa-te. Inspira-te. Transforma o nó da inevitável solidão numa corda tão segura que te permita, tanto agarrar, como caminhar sobre ela. Eu não estou, a Carolina não está. Mas estamos os dois porque, inevitavelmente, fazemos parte de quem és hoje. Tal como, quer eu, quer ela, também absorvemos o teu mundo. Deixa-te ser consumida pela cidade, pelo chão, pelo ar, pela construção e pelo mar (que não há). Aproveita. Quando voltares, Madrid já não vai ser a mesma. E tu ainda menos, ainda que não consigas notar as diferenças. Viajar é uma fuga que fazemos para, no meio do desconhecido, nos encontrarmos. É conhecer-nos, longe donde vimos e de quem somos. É sermos nós, não sendo. É o paradoxo mais admirável do universo. Cada passo que deres nas calles, vale mais do que possas pensar. Dá muitos. Inspira e Expira. Caminha. "Caminante no hay camino, se hace camino al andar.
Take care! I'll be watching you."

sábado, março 08, 2014

I refuse to settle for anything less than butterflies


"Some people are settling down, some people are settling and some people refuse to settle for anything less than butterflies."

This may explain myself right now. I refuse anyone that doesn't give me the shivers, that mind-blowing quiver you feel in your belly and all over your body. I felt it once in my life and it lasted a lifetime, until it ended. It's hard to imagine it happening again, being grown up, having lost the childish innocent view of the world. - When you feel something new for the first time, when you can't explain what's happening to you, when your feelings scare you to death because you don't know what they mean. When you realize that what you're feeling is  probably love, in its most pure and and unique form. -

The longing for the presence of that person. Missing them every minute of every hour. Feeling your heart ache when spending just a few hours apart. A touch that makes you feel weak. The fluttering sensation when even the most minimalist of eye contact brings you to an orgasmic state of bliss. 


The wings are clipped for now.


Having met actually great guys that would treat me like a princess even in my most unbearable states of mind make me think that I may be too picky, that I'm letting myself fall into a state of  numbing out all of my emotions and being dragged in a forever childish belief that someone will come along who will make me say: fuck it. Love me, hurt me, you're worth every emotion. Every one that comes along just lacks the basic chemistry.


I need that. I need chemistry. I need to feel out of control. I need to miss him. I need him to be the last thought before I fall asleep. I need to feel that almost unbearable desire of must having to have him right there and then. That guy, out there somewhere, is saving butterflies in a jar for me. And I know I'll know it when I see him, because the sensations will burst without a warning sign. You can't force chemistry, you can't force butterflies. But when it happens, it's out there, no turning back.



I refuse to settle for anything less. 



quinta-feira, março 06, 2014

Conversas de Degrau



- Olha acho que o teu problema é sentires as coisas com demasiada intensidade.

- O quê? Demasiada intensidade? E o resto das pessoas, não sente as coisas assim, é isso que queres dizer?

-Não, Joana. Calma. Tu és diferente. Não sei bem explicar-te, mas é o que eu vejo. Sei mais sobre ti mais do que muita gente e espero continuar para sempre a saber. Quando te acontece alguma coisa, seja boa ou má, tu tens uma maneira especial de reagir às coisas.

- Não consigo perceber o que queres dizer... Toda a gente tem a sua maneira de reagir. 

- Sim. Não me interpretes mal. Como é que eu te explico isto sem que te passes? Olha, isto, por exemplo, já estás aí a remoer não sei quantas ideias e eu não disse nada de mal.

- Não estou a remoer nada. Gostar de perceber as coisas, não me parece um defeito.

- E ninguém disse que era um defeito. Só acho que às vezes, essa tua maneira de quereres chegar ao fundo de um assunto, de um acontecimento, de algo que te fazem ou dizem sobre ti... te faz mal. És talvez a tua pior inimiga. Deixas corroer aí uma ideia durante demasiado tempo e não te libertas enquanto não encontras outra para ocupar o lugar.

- Sou uma doida obsessiva portanto.

- És um bocado, mas eu gosto de ti assim. 

- Estúpido.

- Parva. Mas voltando à intensidade... Não é um defeito teu, é talvez aquilo que faz de ti a pessoa especial que és. Acho que é capaz de ser a qualquer coisa de inexplicável em ti...

- Qual qualquer coisa de inexplicável?

- Quando te sentes atraída por alguém é por alguma razão, certo? E não falo só a nível amoroso... com pessoas amigas, família, etc. E normalmente sabes explicar quais as características da pessoa que fazem com que gostes dela ou tenhas especial ligação. Calma. Não estou a dizer que não sei explicar as razões que fazem com que goste de ti. Há muitas e tens muitas características positivas e negativas.

- Negativas? Então meu?

- Não. És perfeita, queres ver. Vá, cala-te. Para além disso, há aí qualquer dentro de ti, inexplicável, que faz de ti quem és. Que faz de ti essa pessoa intensa, às vezes agressiva sem o saberes, essa pessoa interessante que não mostras a muita gente. Não sou só eu que digo isto. Quando te mostras, como te mostras a mim e aos poucos a quem escolhes mostrar, são poucos os que não se apaixonam por ti e pelas tuas paixões. É bom teres essa "qualquer coisa", faz de ti, muitas vezes, uma pessoa difícil de perceber, mas especial. Faz com que se tenha de percorrer um caminho turbulento para te conquistar, mas cada meta é uma surpresa positiva.

- Já estou a gostar mais agora.

- Claro... Gorda. Entretanto acho que já fugi ao assunto e tudo. Enfim. Se calhar precisavas de ouvir isto também. Estava a falar sobre ti no outro dia e disseram-me exactamente isto, "ela é uma miúda especial" e também não me souberam explicar porquê. 

- Quem? Quem?

- Nem penses que te vou dizer. Uma pessoa que conheceste, pronto e em pouco tempo causaste essa impressão.

- Oh, diz lá quem é... Qual é o problema?

- Nenhum, mas caga nisso. Queres mais uma jola?

- Ya, claro.

- Voltando ao assunto que nos trouxe até aqui, ou melhor, os assuntos... Tu agora ainda andas a preencher a tua cabeça com mais coisas parvas do que normalmente.

- O que é que queres...? Há dias em que não espero nada e acontece tudo. Há outros em que espero tudo e não acontece nada. Quando acontece ao mesmo tempo fico neste estado... E sim, estou a chegar ao teu point. Se calhar deixo que estas pequenas coisas se entranhem a correr e dou demasiada importância a algo que nada quer dizer. Mania parva de procurar um significado em tudo... 

- Exacto. Mas isso não é mau! Só é mau quando te deixas consumir por uma ideia que, na realidade, sabes que tem poucas hipóteses de passar de uma ideia. E tu sabes isso, mas rodas e dás voltas e voltas até surgir algo que precise que sobreponhas a tua atenção a isso. És uma criança em relação a certas coisas a encarar na vida. Mas também não quero que cresças... Só um bocadinho talvez.

- Tu és mesmo das poucas pessoas que me sabe ler.

- Estes anos todos tinham de servir para alguma coisa, não?

- Pois, convém! Mas eu também te leio, pensas o quê?

- Eu sei que lês...

- Bem, agora falando de coisas sérias... Para onde vamos a seguir? I need to dance.

terça-feira, fevereiro 25, 2014

Arrependimento ZERO

Conhece-o desde que se lembra de existir.
No entanto, contam-se as palavras que trocaram.
Era mais um no mundo.
Encontravam-se anualmente em eventos de amigos em comum.
Para além do apressado "olá", pouco mais um ao outro diziam.

Atracção física? Claro que sempre existiu.
Mas não mais que isso, não mais que um pensamento.
Ambos sabiam que seria uma espécie de incesto.
Ela nunca teve interesse.
E tanto quanto sabia, ele também não.

Uma noite.
Muitos copos.
Elogios descabidos reproduzem-se na sua cabeça em tom de "blá blá blá".
7 da manhã e, como sempre, ela ainda dança.
Sem nada dizer, ele dá-lhe a mão.

Táxi.
Um beijo.
"Não. Pára. Não podemos."
Outro beijo.
Ela ri-se, tentando encontrar sentido no que está a acontecer.
O álcool não ajuda ninguém a pensar.
Ela desiste.

Saem do táxi.
Os beijos intensificam-se.
Os corpos pedem mais.
"Ouve, é melhor pararmos".
Ambos sabem que já não há maneira de parar seja o que for.
Pensa: ele sabe o que está a fazer... Merda... O que é que eu estou a fazer???

Deixam-se levar.
Era Inverno.
Mas não para eles.
Não naquele momento.

"Não contes a ninguém."
Despedida lenta.
Nada mais a dizer.
Sabem que não se vão encontrar durante muito tempo (e ainda bem).

9.30 da manhã, cai na cama e adormece.

Acorda 3 horas depois.
Senta-se na cama e percebe que não foi um sonho.
Ri-se ao relembrar a noite.
Nunca vai perceber o que fez com que o impensável acontecesse.
Aconteceu.
Ela não deve nada a ninguém.

Arrependimento: zero.

sábado, fevereiro 22, 2014

quarta-feira, fevereiro 19, 2014

Hey Baby, Mrs Cold

She can't loosen up. She just can't.
They wanna get to know her, they wanna go to the movies, they wanna kiss her.
But she's just not feeling it.
Beautiful words are formed for her, but she only manages to respond with crooked, cornered smiles.

Maybe it's her childish idea that someone will come along, she will look at him, and just know it. Never thought of her as a believer in destiny and all that kind of crap, but it seems like she's hanging on something like that. She needs to feel a true connection from the starting point, or else, she'll just lose interest.

Yes, they went out for a beer. They laughed. They shared stories and got to know a bit of each other. When she got home, a weird feeling was flowing inside of her and no, it didn't feel good. She didn't even find herself thinking about that person for a whole minute after they met. Better yet, she found herself thinking only about all the flaws she found in him, all the things that make him (actually a nice person) wrong for her and how she couldn't find true interest in the things he said. How no connection at all happened in that 2 hours of small talk. Maybe that was the problem, only small talk happened and she can't stand small, meaningless talk anymore in her life. The problem is, he seemed to find meaning or whatever in those hours... And how do you tell someone you hardly know, that after a couple of hours you already know there's no interest in meeting them further? You don't. If you're her, you wait for the first opportunity to act bitchy, hoping he will lose interest when getting to know her "not so nice and pretty side". The opportunity formed itself pretty quickly actually, she still isn't sure if it worked or not, but she's glad he didn't try to reach her in the last couple of days. And counting...

Is she broken? Is she evil? Did she become too demanding? She knows perfection doesn't exist and even finds perfection boring, but what the fuck is she looking for then? Nothing. She's not hoping for the right person to appear magically on the corner of the street. She doesn't need one now. And the ones she meets... She's just giving them chances to show her if they could be worth it. All of them just make her realize what she doesn't want. Yes, that can be good.

Real connections... Chemistry... It happens so randomly, but when it happens, it may take you to places you've never been before. She's glad to have found it with a couple of people. She's glad it has presented itself to her when she most needed to believe real chemistry can exist between more than with just one person. It's just good to know the possibility of a real and intense connection exists with someone (new). And maybe that also made her raise the wall (?) around her. She feeds on the connection. Connect, click, clack.

We're social beings, we need witnesses to our lives. We may be alone (and perfectly fine), but I think every one needs, every one likes to have some one they can share thoughts, ideas and accomplishments they've made. And some times, you find yourself only wanting to share most of your world to a specific person (which usually means: trouble). That's just how it goes, you're a human being. You connect. You disconnect. You connect. You disconnect.

Most of them will only get to know Mrs Cold.


domingo, fevereiro 16, 2014

Divaga

Foram passear.
Encontraram-se acidentalmente de propósito.
Há muito tempo que não sentia os olhos dele percorrer as linhas dela. Tinha receio que esses olhos a agarrassem outra vez. Andaram durante horas.  A cidade parecia contente de os ver outra vez preencher as ruas com os seus passos em conjunto.
Assim como um música às vezes parece escrita para um determinado momento, tudo ali parecia fazer sentido. As piadas antigas saíram do caixote, os risos cúmplices formavam uma sinfonia tão familiar, mas também tão diferente. O tempo muda as pessoas... Muda as vontades, muda as ideias, muda o que procuramos. Apesar de se sentirem em casa, ambos sabiam que não podiam estar mais longe da casa que um dia foram.

O que um dia nos magoou mais do que alguma vez poderíamos imaginar, tende a ser posto de lado quando nos encontramos nestes momentos. Posto de lado, não esquecido. Posto de lado, apenas por uma efemeridade de tempo. Principalmente por ela. Ela não esquece. Ela sabe e sempre soube mais do que ele alguma vez possa ter pensado. E, por tudo isso, os breves momentos de fraqueza são imediatamente apagados e engolidos pela racionalidade. Engolidos pela mágoa que não persiste, mas que já fez doer todas as partes do seu corpo.
Ela desapareceu do mundo dele. Sabe que não pode lá estar, não quer, não quer que alguém que não a respeite faça parte do seu mundo. Aprendeu que todos os dias fazemos escolhas sobre quem deixamos entrar e ficar na nossa vida. Muitas das portas que abriu nos últimos tempos foram um erro. Não se arrepende, mas percebeu que agora estava na altura de escolher com pés e cabeça.

To be continued...

quarta-feira, fevereiro 05, 2014

Promises

I promise to love you forever.
I promise to be always be there for you.
I promise to take you to places you've never been before.
I promise, together, we'll conquer the world.
I promise I'll never leave you.
I promise you'll always be the only one.
I promise to miss you every time you shut the door.
I  promise to hold you.
I promise to kiss you.
I promise to make love to you.
I promise you my shoulder when you need to cry.
I promise you my chest when you need to rest.
I promise you peace.
I promise to listen without judging.
I promise to tell you when you're wrong.
I promise to catch you before you fall.
I promise to take you dancing.
I promise you my bed.
I promise you my body.
I promise to hold your hand.
I promise you my laughs.
I promise to learn to love your flaws.
I promise to let you always be yourself.
I promise to be silent.
I promise I'll always wanna get to know your world.
I promise I'll always show you my world.
I promise we'll always learn together.

At some point it made sense and that's enough.


segunda-feira, janeiro 27, 2014

They just click.

It may not be love just yet.

It's more than just something.

Why does she blush so much?
Why is he so easy to talk to?
Why do they read each others minds?
Why do they have the same ideals?
Why do they dance to the same songs?
Why are sparks palpable when they talk?

She is truly herself for him.
He's truly himself for her.

Both know, if alone together, they'll just let everything go.
If alone together, rooms would be torn to pieces.
If alone together, they would fall in love.

She's not waiting. But sits and wish.

Words are left unsaid.
Feelings are put away like a message in a bottle.

Hard to ignore.
They really click.


quinta-feira, janeiro 23, 2014

Stranger

He watched her dancing.

He said she looked different from everyone else.
He said she was the only one who didn't dance for the crowd.
He said she was dancing for herself.
He said she didn't realize how beautiful and dangerous she was.

And then he disappeared.
And she smiled.

sexta-feira, janeiro 10, 2014

This is our lovely dance

Take it slow, they say.

They don't know what you're feeling. You feel like a bird, you feel like a crazy person trying to find a bit of reason in all of this. You're lost in words that make you feel like being born again.

They just don't know.

You keep on following advice. You keep on trying to avoid being hurt by what surrounds you, but the surroundings help you in a way they don't understand. You feel alive again, you feel like conquering the whole fucking world. What did this person do to you? Not even me, not even I know.

She's so lost, they say.

She isn't. She found herself in this forsaken place. She's slowly knowing who she is again. She doesn't know what to say, she's afraid of scaring it away again. No, she can't bare scaring it away again. She needs his words, she needs his wisdom, his world. His worls is a place to explore. So big of a place she can't even begin to describe its power towards her.

Oh please don't.

She's really scared. Is he as scared as her? Probably. She just has to go along with it and understand that only time will make him see what's really lying aroud here.

terça-feira, dezembro 03, 2013

Provavelmente até à eternidade

Saiu pela porta das traseiras. Nem se deu ao trabalho de olhar para trás. Não aguentava nem mais um minuto dentro daquela casa. As discussões cada vez mais frequentes tornaram-se insuportáveis. Quando já não se sabe a razão por que se discute, é porque algo está verdadeiramente errado. E, na esperança de conseguir guardar dentro de si algumas das boas memórias do passado, saiu. Os berros foram abafados pela distância que os seus passos criaram, até que os deixou de ouvir.
Ele não foi atrás dela.
Sozinha caminhou durante horas. Atravessou o campo e sentou-se na paragem de autocarros. Entrou no primeiro que apareceu sem ver o destino. Dentro do autocarro estava apenas uma velhinha e, lá bem no fundo, outro vulto qualquer. Com a cabeça encostada à janela, enroscou-se no seu lugar e chorou um choro silencioso. As lágrimas corriam-lhe pela cara e nela secavam. Os últimos dias tinham sido os piores, já nem se lembrava da última vez que se sentira em paz e, lentamente, deixando-se vencer pelo cansaço, adormeceu.
Acordou ao sentir os primeiros raios de sol acariciarem-lhe a cara. Não sabia onde estava e não tinha a intenção de saber. Assim que se endireitou no seu lugar, reparou que alguém se tinha sentado ao seu lado enquanto dormia. Ainda ensonada, olhou para o lado e cruzou o olhar com o outro viajante. Um rapaz, provavelmente da sua idade. Voltou-se imediatamente para a frente, na tentativa de esconder o embaraço de acordar com um estranho, de olhos cor de água, a observá-la a dormir.
Algum tempo passou até que o motorista anunciou a próxima paragem como sendo a última, pedindo assim a todos os passageiros que se retirassem. Encontrou-se no desconhecido, nem sequer se deu ao trabalho de procurar uma placa que indicasse a localidade. Ficou parada enquanto via o autocarro ir-se embora levando dela apenas as lágrimas que caíram no assento. Voltou a si quando reparou que tinha uma mochila a seus pés e ao erguer a cabeça ouviu: - "Olá, não te assustes! Reparei em ti quando entraste no autocarro. Parecias transtornada. Vi que choraste quase a viagem toda... Não sei se tens destino e sei que sou um estranho para ti... Não conheço este sítio e tu também pareces não conhecer. Vamos conhecê-lo juntos?" - . Não sabendo o que estava a fazer, respondeu: - "Tudo bem. Vamos."- . Se calhar foram os olhos. Nunca tinha visto uns olhos assim, pareciam capazes de ver tudo o que ela tinha dentro de si; ou talvez tenha sido a forma segura como o rapaz falou, mas pareceu-lhe natural seguir um estranho que se tinha sentado ao lado dela num autocarro.
Juntos começaram a andar pelas ruas estreitas e vazias da pequena vila. Durante muito tempo seguiram em silêncio até que o rapaz parou e lhe pediu para esperar um pouco. Entrou no que parecia ser uma loja de antiguidades e ao sair ofereceu-lhe um pequeno embrulho. Lá dentro encontrava-se uma caixa muito bonita, apesar de gasta pela tempo, e quando ela a abriu, não conseguiu conter a emoção. Uma música suave envolveu o silêncio da rua e envolveu-a a ela como se de um forte abraço se tratasse. Como é que este estranho, com o qual se sentia estranhamente confortável, sabia que uma simples caixinha de música era algo que ela há muito desejara ter?
Continuaram a caminhar. Não precisavam de dizer nada, os silêncios podem ser mais fortes do que meras palavras. Sempre acreditou que só se ama verdadeiramente alguém quando se é capaz de partilhar o silêncio sem que este seja estranho ou desconfortável... Ter alguém ao nosso lado e deixar cada um ouvir o que quer. Não amava um estranho, mas sabia que algo de transcendente lhe estava a acontecer e deixou-se levar.
Foram dar a uma pequena praia e sentaram-se na areia a contemplar o mar. Não sabiam os nomes um do outro, não sabiam de onde vinham nem para onde iam. Sem bagagem do passado, apenas sentiam o presente. Sentados lado a lado, imaginavam as histórias que os fizeram chegar até ali. Ela pegou na caixinha de música e pô-la a tocar. Tão bem que combinava a música com a bater das ondas nas rochas. Aproximaram-se um do outro, ela encostou a cabeça no ombro dele e assim se deixaram estar.
Provavelmente até à eternidade.

domingo, dezembro 01, 2013

Tout Doucement

Coleccionas trocas de amor.
Deixas-te levar por encontros efémeros
enquanto preenches um vazio que nem vazio está.
Diverte-te, dizem.
Divirto-me e vou divertir mais.

A epifania só chega com o tempo.
Não avisa, nem vem quando se procura,
mas depois de se estranhar, entranha-se.

Aqui, agora, é onde quero estar.
Estar leve, estar livre.
Estou comigo.
Há muito que não me sabia encontrar.

É agora que te formas.
É agora que descobres o que queres.
É agora que tens a escolha.
Tout doucement.