sexta-feira, julho 22, 2022
Chão e Alcatifas
sábado, julho 16, 2022
Gostava de usar o teu nome nas costas
Vestir a tua camisola antiga, no dia seguinte, de manhã cedo.
Aquela do clube em que jogavas quando eras pequeno.
terça-feira, julho 05, 2022
Deambulando apaixono-me
Pela miúda que me atendeu no Starbucks do aeroporto.
Pelo rapaz no mercado de rua.
Pelo sorriso da mulher que me disse bom dia ao sair da escola.
Pelo gajo dentro daquela loja de roupas. Que perfil, que jawline, que olhar.
Pela simpatia da Ivonne.
Por aquele gajo no parque das montanhas.
Pelo bigode irritante do gajo no comboio.
Pela cor dos olhos da miúda sentada à minha frente no avião.
Pela presença presente dos putos e por me terem lembrado que sou uma criança.
Pelo gajo que vageou sozinho pelo palco.
Pelas coisinhas brancas que voavam por todo o lado.
Pelo pai, o filho e o avô a darem toques na bola.
Pela forma como o R. disse: "confia em mim".
Pelos arrepios que as mãos fizeram o meu corpo produzir.
Pelo livro que ninguém me disse para ler.
Pelos shining eyes para os quais o D. me alertou.
Pelos novos caminhos que descobri querer escrever.
E um dia
vou-me apaixonar por ti.
sexta-feira, julho 01, 2022
Apaixonada
Apaixonada pela palavra APAIXONADA.
APAIXONADA apaixona-me o cérebro.
O cérebro de um apaixonado sofre de uma moca natural e constante.
É habitado por uma neblina saudável(?).
Apaixonada por ti.
Apaixonado por mim.
Acho que me estou a apaixonar por ti.
Uma apaixonado também se esconde.
Uma apaixonada pode não perceber.
Apaixona-me essa paixão que tens por gestos mundanos.
Se me apaixonar...
Depois de te conhecer...
Fim da vida como a conheço.
Apaixona-me.
Apaixono-me devagarinho por ti.
sábado, junho 25, 2022
Fila do supermercado
quinta-feira, junho 23, 2022
Wicked game
sábado, junho 11, 2022
Qual é a tua ideia?
Dizeres que vens e que vais.
Qual é a tua ideia?
Mostrares vontade de me vires dares um beijinho?
Qual é a tua ideia?
Passarem os dias e não dares notícias.
Qual é a tua ideia?
Mexeres comigo um bocadinho outra vez.
Qual é a tua ideia?
Não te posso dar nada.
Qual é a tua ideia?
Esta história já foi escrita.
Qual é a tua ideia?
Eu nunca acreditaria.
Qual é a tua ideia?
Nós nunca faríamos sentido.
Qual é a a tua ideia?
Já passou demasiado tempo, sei demasiadas coisas sobre ti.
Qual é a tua ideia?
Por favor, nunca mais roubes nenhuma ideia de mim.
sexta-feira, junho 10, 2022
Farô x 3
domingo, junho 05, 2022
Impecável
Costumas vir aqui?
Sim, costumo estar no meio da rua, entre multidões de pessoas, enquanto música popular é cantada de uma varanda e o ar está envolto de cheiro a sardinhas.
Impecável...
quarta-feira, junho 01, 2022
Máquina de escrever
domingo, maio 29, 2022
segunda-feira, maio 23, 2022
A boleia
quinta-feira, maio 12, 2022
Inquieta
"O destino, quando lhe dá para aí, é capaz de escrever por linhas tortas e torcidas tão bem como Deus, ou melhor ainda."
Que se fodam os pensamentos alheios. Que se fodam ideias sobre mim. Que se foda quem não me viu. Que se fodam obrigações que achamos serem impostas. Que se foda se perco tempo perdida em mim. Que se foda o aspecto, a roupa da cama e as cores que não agradam a todos. Que se foda esconder-me. Que se foda que não gostes do meu gosto musical. Que se fodam os livros que não li, os assuntos sobre os quais não tenho opinião formada. Que se foda evitar dizer merdas com medo que não gostem. Que se foda achar que sou insegura. Que se foda quem não me acha piada. Que se foda tudo o que não importa. Que se foda também o que importa, porque inevitavelmente chega um dia em que deixa de importar. Que se foda quando bebo demasiado vinho. Que se foda que os vizinhos me oiçam a cantar. Que se foda quando oiço música de ir ao rabo. Que se foda se fui demasiado intensa, que se foda a ideia que passo, que se foda o que dizem. Que se foda a marca que deixo nas pessoas. Que se foda se não deixo marca nenhuma. Que se foda tudo o que foi. Que se foda o que podia ter sido. Que se foda não ter dito o que devia. Que se foda o tempo que demoro até ser eu com alguém. Que se foda não acreditar. Que se fodam as mensagens, os telefonemas e as cartas que se extraviaram. Que se foda o tempo que passa. Que se foda não estar preparada. Que se fodam as conversas sobre bebés. Que se foda o corpo cansado. Que se foda fugir. Que se foda evitar. Que se foda perder tempo. Que se foda não ver. Que se fodam as ligações especiais. Que se fodam os cabelos espalhados pelo chão. Que se foda a garrafa de água vazia. Que se foda o saco de boxe. Que se foda a roupa espalhada pelo quarto. Que se foda se pinto mal. Que se fodam as apps. Que se foda ter sempre a mesma conversa. Que se foda a roseira que quer morrer. Que se foda ter medo de dizer não. Que se fodam os cheiros que nos levam em viagens no tempo. Que se foda o tempo que estou a demorar a ler o livro. Que se fodam os poemas que não compreendi. Que se fodam os armários da cozinha. Que se foda a barata que queria entrar comigo no prédio. Que foda quem olha para mim. Que se fodam os números. Que se foda o calor. Que se fodam as almofadas a mais. Que se foda que o mercado esteja em baixo. Que se fodam os gráficos. Que se fodam os elefantes. Que se foda o telemóvel. Que se foda este computador. Que se foda a roupa para o casamento. Que se fodam os sapatos que ainda não comprei. Que se foda a transformação. Que se foda a guerra. Que se foda o amor. Que se foda a aranha que se atrapalhou e caiu. Que se foda a coerência. Que se fodam as ilusões. Que se fodam as opiniões.
"O destino, quando lhe dá para aí, é capaz de escrever por linhas tortas e torcidas tão bem como Deus, ou melhor ainda"
O resto?
Que se foda.
segunda-feira, maio 02, 2022
Chave do Euromilhões?
13.
15.
18.
27.
O mês especial sempre foi Maio.
History in reverse.
segunda-feira, abril 25, 2022
domingo, abril 24, 2022
Metamorfose
segunda-feira, abril 11, 2022
Não se dorme, divaga-se
Sempre gostei de observar o aparecimento das letras e consequentemente das palavras enquanto escrevo. Parece magia. A possibilidade de transportar um pensamento para uma página e perpetuá-lo. É mágico. Gosto mais de escrever em papel, mas às vezes apetece-me ouvir o "clic clac" das teclas quando tudo está em silêncio.
Venho aqui a esta hora tardia, porque não consigo dormir. Devias evitar olhar para o ecrã do computador então, Joana. Sim, já sei isso tudo. Hoje é uma daquelas noites em que sei que não vale a pena insistir. Não me acontece muitas vezes, mas hoje sei que preciso disto. Preciso de fugir do dilúvio de reminiscências que as sinapses me estão a entregar e tentar partir para outras ideias.
Isto foi desencadeado pelo filme que comecei a ver. Não, não foi só o filme. O filme ajudou porque me revi. Foi desencadeado pela decisão que tomei. Uma decisão que tinha de ser tomada mais cedo ou mais tarde. Eu acho que veio tarde. Que parva que sou. Que parva que fui. Ingenuidade? Talvez também um bocado. Acho que esperava mais de mim. Como é que depois de apenas um simples acontecimento perdi o equilíbrio da maneira que perdi? Não sei. Gostava de ter sentido as coisas de uma maneira menos infantil. Mas será que tinha sido tão genuíno como foi, se não tivesse agido apenas com o lado emocional? Por muito que me custe admitir, sei que tudo o que aconteceu não podia ter acontecido de outra forma.
Os sentidos novos que ando a encontrar vão ser a alavanca para isto tudo mudar. Não vou cometer o mesmo erro de há uns anos atrás. Por muito pouco, não me deixei afogar. Estava-me a deixar ir agora, bem lá para o fundo, por isso é que precisei do ecrã. Do corte.
Só mais um dia e vou voar. Voar daqui para fora, mudar de cenário. Outros cenários dão-me sempre a possibilidade de enraizar mais as ideias novas ou descobrir o que realmente preciso de fazer para avançar para onde quero. Há uns meses tive uma mudança de perspectiva em relação ao que gostava de construir daqui para a frente e é nessa direção que quero ir, porque pela primeira vez em muito tempo tenho uma certeza. Fui sempre fazendo as coisas no limite. Agora não quero que seja assim, mas para isso também tenho de parar de fazer merdas que me mantém acorrentada a abstrações que não passam de falsas crenças. Temos constantemente falsas crenças e damos significados às coisas que fazem com que seja muito mais difícil desprendermo-nos delas. Acreditamos e agarramos uma ideia por causa do significado que lhe atribuímos. A maior parte das vezes, o significado atribuído a algo, não passa de uma fabricação da nossa cabeça - que só está dentro da nossa cabeça, ou seja, não nos define! Estes produtos da nossa cabeça, podem então ser modificados quando nós quisermos, quando nós decidirmos e quando formos capazes. Há significados mais difíceis de transformar do que outros obviamente, mas acho que o poder está em saber que existe a possibilidade de o fazer, que não estamos entregues e ancorados a traumas do passado ou a determinadas ideias sobre nós próprios. Cada momento novo é um momento novo e nós podemos escolher quem queremos ser a partir de cada novo momento que criamos para nós. Temos de transformar os significados que demos a determinados acontecimentos, ou até a pessoas, para podermos realmente avançar com a cabeça resolvida ("não tenhamos pressa, mas não percamos tempo"). Se todo este processo fosse fácil, eu não estava a escrever sobre ele às 3h23 da manhã.
Por agora chega. Vou tentar processar o resto das ideias a uma hora mais sã. Talvez o faça no avião. Sim, dentro do avião existe um tempo que não existe. Perfeito para divagações da madrugada.
sexta-feira, abril 08, 2022
Um passo para a frente e dois para trás.
Não gostas, mas já sabes que é assim.
Conclusões deixam de ser incontestáveis.
A vibração desce.
Há algo estranho no ar.
Todos os dias encontras alguém inesperadamente.
quarta-feira, abril 06, 2022
segunda-feira, abril 04, 2022
domingo, abril 03, 2022
Acto 1
"Tinhas alguma ordem lógica aqui?" - Ela olhou para ele com um ar confuso. Não será óbvio que tinha uma ordem na organização dos seus livros? Quem é ele para chegar à estante dela e começar a mexer nos livros todos à procura dos que tinham dedicatória? Quem é ele? Ninguém. As dedicatórias eram dela. Bastou um milissegundo para se aperceber das falsas convicções que alimentou nos últimos meses. O vidro partiu-se aos bocadinhos, a magia morreu. E agora? Agora inicia-se o teatro.
"Hey i like your pictures what are you looking for" - ela disse-lhe que procurava sinais de pontuação. Ele respondeu que estava à procura de amigos e perguntou-lhe de onde é que ela era. Ela ficou incrédula a olhar para o telefone tentando processar tamanha lerdeza. Lerdeza. Que palavra. Não respondeu mais. A narrativa ficou pelo prólogo.
"Buongiorno principessa" - ok. Querido. Meh. Formalmente sim, tudo o que fez foi atencioso. Ela sente-se desconfortável com coisas que ele diz. Infelizmente não consegue engrenar da mesma forma que ele. Receia que em breve ele lhe faça um convite. Ela vai dizer que sim. Ele tem um cérebro interessante e da última vez que se viram as horas voaram. Risos, poemas e cervejas. Ele gostou dela. Ela sentiu. Gostava de ser tua amiga. E agora? Agora inicia-se a escrita da peça. Vai correr mal. Que se foda.
"A tua voz não é nada o que eu estava à espera" - ela também não estava à espera de sorrir quando ouviu a voz dele pela primeira vez. Assim é mais fácil. Mensagens de voz sem ter muito tempo para pensar e repensar no que se vai dizer. Tudo a correr bem? Sim. Combina o copo, vá. Tempo passa. Conversa esgota-se. Tic tac. Já não vai dar. Não, não iniciou o teatro desta vez. Ele tinha qualquer coisa. Ela ergue a muralha. Peça fica por escrever.
Acto 2
sexta-feira, abril 01, 2022
Ómicron
sábado, março 12, 2022
The day a dog killed a dove
domingo, novembro 28, 2021
Switching tables
sexta-feira, outubro 29, 2021
Como se
Outra e outra vez.
quarta-feira, setembro 15, 2021
sábado, setembro 04, 2021
E se voltasses a escrever?
Sem ser no papel?
Aqui outra vez?
Talvez seja boa ideia. Está-me a apetecer. Agora.
Agora. Amanhã não sei. Amanhã poderá vir outra vontade. Amanhã poderei querer voltar a pintar. Quem sabe?
Eu não. Eu não sei nada. Eu sei que gosto de estar aqui, gosto de olhar para as árvores cheias de folhas verdes, gosto quando não há carros a passar, gosto dos filmes que se desenrolam na minha cabeça.
Divaga. Sempre o fiz bem. Arte? Sim. É arte, sim. Para mim.
Para ti? Para ti nada. Só para mim. As árvores, os carros que não passam, os filmes... Tudo isso é meu.
quarta-feira, julho 07, 2021
Férias
não para melhor,
não para pior.
terça-feira, março 02, 2021
Carta perdida 5
segunda-feira, março 01, 2021
Carta perdida 4
sábado, fevereiro 27, 2021
Carta perdida 3
"Todas as cartas de amor são
Não seriam cartas de amor se não fossem
sexta-feira, fevereiro 19, 2021
Carta perdida 2
segunda-feira, fevereiro 15, 2021
Carta perdida 1
terça-feira, junho 09, 2020
A carta que nunca te vou escrever
Muitas mensagens. Muitas trocas de músicas.
Faísca.
Faísca (tanto tempo a passar).
Faísca.
terça-feira, novembro 05, 2019
Redirecionar
Talvez faça sentido também escrever nestas alturas. Talvez também seja algo bom. Fingir que não estou minimamente atenta ao que se passa à minha volta. Estou. Sim, sei quem entra na sala, quem sai, onde se sentam. Não quero mostrar que estou atenta. Mantenho o meu olhar focado no ecrã. Ponho o cabelo atrás da orelha para verem que estou a usar phones. Bloqueio completo. Tentativa disso. Agora não dá. Agora não consigo, não quero falar com ninguém.
Nunca me tinha acontecido quase perder o controlo. Não neste contexto. Não aqui. Não perdi o controlo total, há algo positivo a reter disto, mas gostava de perceber que alavanca puxei. Quase chorar de raiva... Como assim? Quem és tu?
Vá, vamos voltar à realidade. Vamos sentir-nos normais. Vamos processar esta merda de turbilhão de emoções. Afinal, há uma hora estavas precisamente a falar disso, da regulação de emoções. Parece que me estão a testar todos os dias. As pessoas erradas! Como assim não percebeste o que te disse três vezes de seguida??? Quem és tu sequer para dizer como eu devo ou não proceder? Como assim?
Back to reality in 10.
sexta-feira, novembro 01, 2019
Perdida no tempo
terça-feira, junho 05, 2018
Para sempre minha Flor
A tua flor está a começar a abrir. Já fazes parte de algo vivo outra vez, para além do que para sempre teu permanecerá vivo em mim.
Lembro-me de ti todos os dias. Há dias mais tristes que outros. Consolo-me com a certeza de que me pediste paz e eu deixei-te ir... Descansar.
Obrigada por todo o amor que me deste, por tudo o que me ensinaste, por tudo o que em mim transformaste.
Para sempre minha Zni, para sempre.
sábado, outubro 01, 2016
A lu ci na ção
quinta-feira, agosto 11, 2016
Change your heart, look around you
Late thoughts lost in amidst of red, red wine are usually the truthful ones. If not the truthful ones, then the ones with a little bit of truth biting your insides.
In life, CTRL-Z doesn't work. What's done is done. Run away. Correct it. Live with it. Whatever path you choose, it's done baby.
Will risk something now. The time is now. Until the morning
quarta-feira, julho 20, 2016
L.O.V.E
O banho. A pele. O cabelo. Os lábios.
Estremecer.
Contorcer.
Envolver.
Respirar.
Um uivo quase desesperado no teu ouvido. Chamei, chamei, chamei. Só passado muito tempo é que ouviste e aí já eu estava no fundo da toca. Se tinhas medo antes, agora então sabias que a tua maneira de ver o mundo iria mudar. Eu trazia a loucura nos olhos e tu cedeste ao poder hipnótico. Rasgaste-me o vestido vermelho. Eu comandei-te.
O filme. As passagens do livro.
O banho. A pele. O cabelo. Os lábios.
Estremecer.
Contorcer.
Envolver.
Abro e fecho os olhos. Tento entender a realidade... Estou confusa. Acabei por te ir buscar para me matares a sede. Mata. Matas tão bem. Os teus olhos mudam de cor a cada beijo que te dou. O teu peito transforma-se em tela onde pinto o significado de desejo.
O filme. As passagens do livro.
O banho. A pele. O cabelo. Os lábios.
Estremecer.
Contorcer.
Tranquilo. Agressiva. Lento. Provocadora. Sereno. Desesperados!
O filme. As passagens do livro.
O banho. A pele. O cabelo. Os lábios.
Estremecer.
Podíamos ter ficado semanas ali deitados. Ficámos tanto quanto pudemos. Tu. Eu. Eu. Tu. Descobriste como o meu corpo funciona. Eu descobri como te tocar. Promete-me que nunca vamos deixar ninguém meter-se entre nós. Prometo. És tu.
O filme. As passagens do livro.
O banho. A pele. O cabelo. Os lábios.
Lutar.
terça-feira, julho 12, 2016
Ideias
segunda-feira, julho 11, 2016
Numa gaveta
sexta-feira, junho 03, 2016
Braços Pintados
sábado, março 19, 2016
Cometa
Hoje fiz um filme contigo. Apareceram-me imagens na cabeça que já não via há anos. Imagens que já nem sabia ter vivido. Voltaram, vieram, chegaram, entraram. Sabes o que aconteceu? Dei por mim a limpar lágrimas dos olhos. Parecia fazer sentido sentir-me assim, mas por outro lado, não fazia sentido nenhum. Estás tão longe. Está tudo tão longe, tão dito, tão ultrapassado. Quase que te liguei. Pelos velhos tempos, quase que peguei no telefone. O que te diria? Não faço a mais pequena ideia. Só sei que naquele momento, qualquer coisa faria sentido.
O momento passou. Fui acordada pela realidade. Uma realidade real. Sem fantasmas do passado. A euforia momentânea que invadiu o meu corpo, desenterrou-me do buraco na terra no qual me estava a afundar. Nunca vais saber que o fizeste. Não to vou dizer porque só te deixaria preocupado.
Como um cometa. Esperei. Quase que pedi. Passou por mim e ateou as entranhas que dele sempre de alguma forma se alimentarão. Mas desapareceu agora.
Fraquezas. Teremos todos sempre. Gostava de te ver, não minto. Talvez dizer-te... Que nunca como crianças.
terça-feira, fevereiro 16, 2016
Invencível? Não.
Tenho medo.
Tinha de ser... Logo no ano em que eu deixei de pensar que era invencível.
sábado, fevereiro 13, 2016
Nunca foi
E eu deixei de achar que sim.
domingo, novembro 22, 2015
Frágil
domingo, novembro 15, 2015
Quando não consegui escrever
sábado, novembro 07, 2015
O que aconteceu, afinal?
quarta-feira, julho 01, 2015
sexta-feira, fevereiro 27, 2015
Tranparente Para Si
sexta-feira, janeiro 16, 2015
You make me smile
Man I tried to stop man, I tried the best I could"
domingo, janeiro 11, 2015
Um dia peço-te em casamento
terça-feira, janeiro 06, 2015
2015
segunda-feira, dezembro 29, 2014
Ando à Procura das Peças que me Caíram do Bolso
Por agora, deixa-me estar até que eu substitua a vontade de estar sozinha por outra vontade qualquer.
Por agora chega.
Por agora, preciso de encontrar o pedaço de mim que se desfez. O pedaço que se desfez precisamente no dia em que o pensava ter colado.
Por agora chega.
Por agora, espero que a corrente de acontecimentos inesperados já se tenha ancorado algures por aí. Bem longe de mim.
Por agora chega.
Por agora, vou ter as piores conversas comigo mesma. Vou fechar-me dentro do casulo. Enrolar-me em maus pensamentos.
Por agora chega.
Por agora, vou deixar que ela ou que o outro me dêem melodia melancólica. Vou deixar que eles me digam que já se sentiram assim.
Por agora chega.
Por agora, quero fumar um cigarro a olhar para o céu. Ver um avião a passar e imaginar que o rasto de poluição que deixa atrás de si, é também o rasto de tudo o que estou a tentar largar. E que, assim como o rasto do avião, a seu tempo, desaparece. Esvai-se no céu lentamente de uma forma imperceptível ao olhar desatento.
Por agora, deixem-me em paz.
Só eu posso reconstruir este puzzle.
terça-feira, dezembro 23, 2014
Queda Livre
Aterragem prevista num admirável mundo novo.
domingo, dezembro 21, 2014
Mensagens em Aviões de Papel
Mandei um avião de papel na tua direcção... Entre lutas com o vento e a chuva, nunca chegará a ti.
sexta-feira, dezembro 19, 2014
quinta-feira, dezembro 18, 2014
Heart is Skipping Beats
quarta-feira, dezembro 17, 2014
sábado, dezembro 13, 2014
Estive a Pensar em Ti
Não vou lembrar como, de repente, por um pequeno instante, tudo pareceu certo.
Não me vou lembrar que hoje pensei em ti.
quinta-feira, dezembro 11, 2014
Mais Romance, Por Favor
quinta-feira, dezembro 04, 2014
A Maria
A Maria tinha um jeito de ajeitar as calças ao andar. Um jeito que me fazia sorrir.
A Maria tinha um jeito de morder o lábio ao dizer algo em tom de brincadeira. Um jeito que me dizia para a beijar.
A Maria gostava de cantar quando sabia que ninguém a estava a ouvir.
A Maria gostava de dançar em frente ao espelho, ao som daquela música que nunca admitiria venerar.
A Maria gostava de sair sozinha e cambalear pelas ruas cheias de gente, observando tudo e todos, sem nunca deixar que a vissem a ela.
A Maria era uma sonhadora.
A Maria era uma criança em corpo de adulto.
A Maria era uma rapariga complicada com desejos simples.
A Maria não gostava de conversas banais.
A Maria não se contentava com pouco.
A Maria não deixava que ninguém a conhecesse.
A Maria foi levada pelo vento e deixou-me de mãos vazias, coração ferido e espírito perdido.
A Maria era assim.
Sorte a tua, se a encontrares.
sexta-feira, novembro 28, 2014
Sparkles Dance
That lightning lives inside me still and will always shock you ever so slightly when any piece of me touches any piece of you for no reason at all?
Put your fingers to mine and watch the sparkles dance."
quarta-feira, novembro 19, 2014
Um Papel que Encontrei
Eu nunca existi. Alguém me escreveu. Mas fui tão mal escrita que sou apenas um fantasma daquilo que foi imaginado. Sim, eu. Tenho a mania que sou forte. Tenho a mania que aguento todos os pontapés, mas, no fundo, sou mais frágil do que uma flor seca. Só conto as folhas. Essas também deviam estar a ser aproveitadas por alguém mais digno. Não tenho o valor que o escritor ambicionou. Gosto de quem sou, mas não do que tu vês. Tu nem sequer existes.
O passado morreu. Morre sempre. Quase já não o sinto. Praticamente já nem me sussurra ao ouvido. Era. Foi. É tudo tão estranho. Demasiada intensidade, dizia alguém. Sim. Tanta. Pior inimiga, sempre.
Escreve. Escreve, que assim limpas a alma. Se o meu retrato envelhecesse e mostrasse a minha (sua) expressão com tudo o que flui cá dentro, seria a imagem mais feia do mundo.
Espera. Nada disso ela é. Tão poucos. Tão poucos sabem.
quinta-feira, novembro 06, 2014
Vi uma Borboleta com Asas de Joaninha
quarta-feira, outubro 29, 2014
E o Adeus?
Os dois, de roupa encharcada, cabelos molhados, olhos embaciados pelas gotas de água que lhes caíam em cima. Os dois a olhar um para o outro no meio daquele dilúvio. Nem um, nem outro mostrava intenção de entrar em casa. Nem um, nem outro sabia como, ou, queria sair dali. O verdadeiro dilúvio estava a acontecer dentro deles. Sentiam tanto um pelo outro, mas não o suficiente para o saber expressar. Sentiam tanto um pelo outro, mas havia qualquer coisa que os impedia de abrir o espaço necessário para sentirem ainda mais.
O céu chorava por eles a tristeza da separação quase certa. Eles continuavam a olhar-se, a tocar-se, a sentir-se. Para quê? Porquê? Larga-me! Sai!
Nenhum dos dois se movia. Pensavam que se se deixassem estar tempo suficiente, uma ponte se construiria entre o abismo. E, por muito frágil que a construção fosse, lentamente aprenderiam a caminhar por entre as suas fragilidades e criariam assim as suas memórias, juntos.
Mas não foi assim. Estava tudo escrito de outra forma.
Parou de chover. Eles soltaram-se um do outro. Viraram as costas e caminharam em sentidos contrários. Não disseram adeus.
terça-feira, outubro 07, 2014
O Que Morreu e O Que Ficou
Até há bem pouco tempo, não sabia como responder a esta pergunta. Não sabia o que fazer com o que me ficou na cabeça. Na verdade, continuo sem saber responder. Penso que nem tu, nem eu, alguma vez saberemos.
Existe um tempo. Existe um espaço. Existiu um tempo. Existiu um espaço. Tudo era diferente: o sabor da comida, a percepção de um filme, a diversão, o cheiro de um cheiro, o prazer em todas as suas formas. Quando a vida decide dar uma cambalhota e remexer as marionetas da nossa cabeça, começa a mudança de percepção. Quantas destas teremos de aturar enquanto respiramos? Boa pergunta. Muitas de certeza. E em cada uma delas, haverá um sentido escondido.
Sentidos escondidos. Tão bom quando eles se revelam. Tão mau os caminhos que se tem de percorrer para os encontrar. Sim, óbvio. O caminho é essencial, o caminho é que nos molda. Mas também somos nós que escolhemos e fazemos com que este seja mais curto ou mais comprido. Por muito que pareça que nada podemos fazer, é mentira. A maneira de encarar as bifurcações permite criar este ou outro atalho, encontrar mais esta ou aquela parede.
Fácil falar quando a tempestade passou. Fácil dizer para agirmos de acordo com o que é melhor para nós. Mas quando a cambalhota acontece, cada um é que define o seu tempo, cada um reage como é capaz, cada um... Somos todos diferentes.
E o que é que se faz com o que nos fica na cabeça? Testa-se. Toma-se uma atitude para perceber se é realmente algo com presença suficientemente forte para nos afectar as entranhas. Se for forte, está tudo fodido. Se não for, é como que uma limpeza da alma. O sol ou as nuvens aparecem todos os dias, mas já não se olham como antes. O sabor da comida ainda trará consigo uma lembrança, mas aprende-se a saborear de novo. Um filme será apreciado, sem que a fotografia que de nós lá encontramos, traga mágoa. A diversão é vivida com uma nova intensidade, mais genuína. Um cheiro... Um cheiro vai sempre transportar-nos a um momento do passado. Fecha os olhos, sente e sorri até ele desaparecer do ar. O prazer, esse volta, renova-se e os sentidos agradecem todas as novidades.
Não se apagam memórias, há sempre algo que nos fica na cabeça. O segredo? Encontrar o sentido escondido. Aprender a transformar a memória que nos espreme os sentidos, numa lembrança boa, num segundo permitido de reminiscência saudável. Que nos faça lembrar que hoje, somos isto, por culpa dessa memória. Que se pense em forma de cliché: que sou mais forte, que é isto que quero ser, que me descobri.
O que morreu, morreu porque tinha de morrer.
O que ficou, ficou porque foi bom.
A única certeza: A vida vai-se escrevendo certa por linhas tortas.
quarta-feira, outubro 01, 2014
Entre as Onze e a Meia Noite
Entre as onze e a meia noite, chegava sempre o momento de fumar o seu cigarro na varanda. O único do dia, o único que não deixou que a outra lhe tirasse. Compromissos fazem-se. Compromissos pagam-se. Tem conseguido cumprir, menos quando está com os copos e quando a outra fica em casa a dormir. Quando bebe fuma e quando fuma bebe. Sim, para o cigarro não se sentir sozinho a percorrer as suas entranhas, ele junta, ora gin, ora cerveja. A outra aprendeu a tolerar, apesar de ficar sempre a remoer sobre o porquê daquele vício quando o vê passar pelo sofá entre as onze e meia noite, em direcção à varanda.
Lá estava ele.
A acender o cigarro depois de ter dado o primeiro gole de cerveja ou de gin. Olhou para baixo, para a roupas que trazia vestidas e não se reconheceu. Compromissos fazem-se. Compromissos pagam-se. A outra deu-lhe tanta roupa nova, tem de a usar senão parece que não gostou. Para além disso, já reparou que quando veste alguma das suas roupas antigas, a outra não é capaz de o elogiar.
Lá estava ele.
O cigarro vai a meio. O copo já está vazio. Ele já não se sente no presente. Sente-se acorrentado a um futuro que não deseja. Parece que tudo aconteceu de um dia para o outro. Pensava-se feliz com a outra, pensava-se feliz com as decisões que tomou para si. Só agora percebeu que tudo o que fez, tudo o que criou, foi sob pressão. Uma pressão que ele gerou por si próprio, uma pressão desnecessária. Deixou-se apoderar por um medo inconsciente de ficar sozinho. E agora? Compromissos fazem-se. Compromissos pagam-se.
Lá estava ele.
Com o olhar perdido no espaço. O cigarro apagou-se sozinho. Voltou a si quando reparou que a luz da sala já não estava acesa. A outra foi-se deitar. Não lhe disse nada ou talvez tenha dito. Sei lá. Ele estava ali, mas a sua alma pairava bem longe. Será que a outra reparava se ele fugisse? Sim, claro que reparava. Mas ele tem a certeza que ela sabe que ele nunca foi seu. Deu apenas a entender que lhe pertencia por um curto espaço de tempo. Ingénuo. Só agora chegou à conclusão que a utopia não existe e que se existir, acontece naturalmente. Não assim. Não como ele agiu. E lentamente a ficha cai.
Lá estava ele.
Ancorado à infelicidade que tem vergonha de admitir.
Entre as onze e a meia noite.
Todos as noites.
A fumar o cigarro que a outra (ainda) não lhe tirou.
A beber a cerveja ou gin.
A relembrar tudo o que deixou para trás, tudo o que perdeu.
A desejar nunca ter afastado o verdadeiro amor da sua vida.
Porque no fundo, sabe que só esse amor, que nunca esqueceu, o acompanharia sempre, na varanda, com o cigarro, a cerveja ou o gin.

